Terça-feira, 21.06.11

Crianças têm dificuldade com matemática durante divórcio

De acordo com pesquisa nos EUA, algumas habilidades são comprometidas somente durante o processo de separação

 

Que o divórcio dos pais influencia o comportamento dos filhos, já é muito claro, mas uma pesquisa norte-americana mostrou que os problemas na escola e de comportamento são restritos basicamente ao período do processo de divórcio, ou seja, a fase anterior não gera problemas para as crianças. Os resultados deste estudo foram publicados na edição de junho da revista American Sociological Review. 

Na pesquisa, Hyin Sik Kim, doutoranda da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, analisou um estudo com mais de 3.500 crianças nos anos iniciais da escola a partir de 1998. Ela pôde observar as mudanças comportamentais, ou falta delas, antes, durante e após o divórcio de alguns casais. 

"Eu esperava que existisse conflitos entre os pais que os levassem até o divórcio, e que isso seria um problema para o filho, mas não consegui encontrar um efeito significativo disto no período pré-divórcio", disse Kim. 

A pesquisadora não acredita que o comportamento seja um reflexo da resiliência destas crianças. Para Kim, o pensamento de que as crianças aprendem a cooperar com a situação é exagerada. 

Entre as mudanças possíveis de se observar, o desempenho em matemática e habilidades interpessoais foram afetadas. "Crianças que passaram por uma experiência de divórcio tiveram problemas com a matemática, habilidades interpessoais e de comportamento internalizado durante o período do divórcio. Elas ficam mais inclinadas a problemas de ansiedade, solidão, baixa autoestima e tristeza", explica Kim. 

Mas porque o divórcio implica em complicações para a aprendizagem da matemática, por exemplo, e não para a leitura? Acredita-se que, como os conceitos matemáticos sejam baseados em informações que são atualizadas com frequência, o processo acabe por ser dificultado pelo período de estresse pelo qual passam estas crianças. 

Um dado importante divulgado na pesquisa, é que as crianças tendem a manter um comportamento positivo exteriorizado enquanto lutam para manter o controle internamente. Este tipo de estudo poderá ser útil não apenas para os pais, mas também para os professores entenderem o comportamento infantil durante um divórcio para que assim possam se preparar melhor para lidar com isso na escola.

fonte:http://www.bonde.com.br/?

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Domingo, 19.06.11

As crianças e o divórcio dos pais

A separação ou o divórcio, para além serem experiências angustiantes e perturbadoras para os membros do casal e respectivos filhos, implica uma série de tomadas de decisão que podem ser críticas e que requerem um conjunto de reajustamentos pessoais e relacionais.

 

Segundo a psicóloga clínica e educacional Fátima Ferro, o divórcio provoca um grande desgaste emocional, criado por múltiplas perdas, nomeadamente de investimento afectivo e material, para ambos os membros. Além disso, estes têm de gerir a forma como os filhos vão ver a separação.

Em muitos casos, os miúdos culpabilizam-se, cabendo aos pais a tarefa acrescida de os ajudar a limpar a cabeça de qualquer tipo de pensamento negativo. 

O casamento ou a união entre o casal pode terminar, mas a sua obrigação enquanto pai e educador não. A família deve continuar estruturada – mesmo que passe a haver dois lares em vez de um. Os filhos têm de se sentir bem e adaptados nos dois.

É importante que os pais continuem a relacionar-se de uma forma construtiva, esquecendo os problemas que os separaram e mantendo-se firmes na educação dos filhos. "Os pais até podem ter deixado de gostar um do outro, mas podem continuar a trabalhar em conjunto para um objectivo comum", afirma a psicóloga. 

"As crianças devem ter liberdade para expressar as suas preocupações e sentimentos, caso lhes apeteça partilhar, e estes devem ser aceites pelos adultos. Os pais vão continuar a ser um casal de pais, e desta função não podem pedir o divórcio", acrescenta.

Para preservar a funcionalidade familiar e o bem-estar dos seus filhos, a psicóloga Fátima Ferro aconselha que:

1 - Explique por que se estão a divorciar. Cada um dos pais pode contar as suas razões e dizer o que aconteceu. Deve esclarecer as crianças sobre o que devem esperar e o que vai ficar diferente nas suas vidas. Deve dizê-lo uma forma adequada à idade dos seus filhos e à sua capacidade de entendimento. Assim, eles enfrentam com muito mais facilidade todo o processo de divórcio.

2 - Tranquilize os seus filhos a respeito da permanência e continuidade da relação com outro progenitor. A partida inesperada de um dos pais é sempre um choque angustiante para os filhos. O contacto entre eles deve ser feito de forma frequente e previsível, começando imediatamente após a partida de um deles, para que desta forma não seja ameaçado o vínculo existente entre as crianças e cada um dos pais. 

3 - Explique aos seus filhos que vão passar a ter duas casas. Em nenhuma destas, as crianças se devem sentir como visitas. É importante que tenham um quarto para elas – com as suas coisas - independentemente do tempo que passam em cada casa.

4 - Preserve os seus filhos. Mantenha-os afastados dos problemas e das discussões. Quanto menos eles sentirem a tensão entre os pais, melhor. 

5 - Chegue a acordo em relação às regras de educação. Ambos os progenitores têm a responsabilidade de contribuir para a educação dos filhos. É importante que as regras sejam claramente definidas, consistentes, e iguais nos dois lares. 

6 - Evite fazer dos seus filhos "pombo correio". As crianças não devem ser utilizadas como "veículos" de transmissão de mensagens entre o casal. 

7 - Evite sobrevalorizar-se em detrimento do outro progenitor. Os filhos devem ter liberdade para amar os pais de igual forma, sem uma imagem denegrida de um deles e sem conflitos de lealdade ou perguntas do género: "de quem é que gostas mais" ou "com quem é que gostas mais de estar". Essas questões são de evitar ao máximo. 

8 - Poupe os seus filhos.
 Os miúdos não tem nada de ficar a par de situações desagradáveis que envolvam os pais. Devem ser poupadas de factos que aconteceram e que só dizem respeito à intimidade do casal. 

fonte:http://isabe.ionline.pt/

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Domingo, 05.06.11

Como ajudar uma criança a lidar com o divórcio dos pais

É muito complicado para uma criança entender que os pais se vão separar. É nesta altura que os sentimentos ficam à flor da pele e surgem questões mais complexas. O medo de que os pais já não gostem mais dela ou o sentimento de culpa pela separação. Mais do que se preocuparem com o divórcio, os pais devem ficar atentos aos filhos e falar abertamente com eles.

 

Saiba o que os atormenta:

1- Tristeza começa a conviver com a revolta
A criança sente-se triste com a separação dos pais, porque não percebe a razão da sua vida familiar estar a mudar. Não quer que o pai ou mãe vá viver para outro lugar. Surge então a revolta e o sentimento de que a sua zona de conforto está a ser colocada em causa.

2- Constantes alterações de humor
Por estar assustada com o seu futuro, a criança desenvolve sentimentos de medo e constantes alterações de humor. Pensa que ninguém gosta ou se importa com ela. Fica confusa e questiona se vai voltar a ver o pai/mãe que saiu de casa. A separação leva-a a sentir-se triste, confusa, magoada e zangada, odiando e culpando os pais pelo sucedido. 

3- Situação na escola
Na escola, esta situação pode reflectir-se na relação com os colegas e no desempenho escolar. Dizer que um dos pais se foi embora é constrangedor e leva a criança a sentir-se diferente dos amigos. Nestas situações, os pais devem falar de imediato com os professores sobre o que se está a passar. A criança deve ser sensibilizada para o facto de não estar sozinha e de que existem muitos miúdos na mesma situação.

4- Os pais devem apoiar os filhos
Muitas vezes os pais perdem a paciência um com o outro, acabando por descontar a raiva nos filhos. É muito importante saber falar com as crianças nesta fase. Caso contrário, os pensamentos que referimos nos pontos acima tornam-se reais. Os filhos não têm culpa da separação dos pais. A criança deve sentir-se amada e respeitada.

5- Tirar partido
Uma coisa é conversar com o seu filho sobre a separação, outra é fazê-lo escolher por um dos pais. A criança deve manter o contacto com os pais e obter respostas às suas perguntas, mesmo que não lhes diga respeito.

6- Devem poder falar com alguém
A criança deve poder falar com os pais sobre a separação deles...E estes devem fazer com que o filho entenda que eles continuam a ser os mesmos e que a separação é entre eles e não entre o filho. Os sentimentos para com este nunca mudam.

7- Receber uma nova família
Grande parte da preocupação dos filhos acontece quando os pais arranjam um parceiro. A esperança que tinham de voltar a ver os pais juntos desaparece. Cabe aos educadores falar com a criança sobre estas possíveis situações e fazê-las entender que o amor por eles não será alterado. A criança precisa de tempo para se ambientar,e isso pode levar dois a três anos.

Fonte: www.educacao.te.pt

 

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